Buscapé

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Cátedra de São Pedro:

Trono do Papa e símbolo da infalibilidade. 

Sentado numa simples cadeira de carvalho, São Pedro presidia as reuniões da primitivo Igreja. Ao longo dos séculos, essa preciosa relíquia foi crescendo em valor e significado. Nenhum transeunte parecia dar qualquer atenção àquele judeu de aspecto grave que subia com passo firme uma rua do Monte Aventino, em Roma, no ano 54 da Era Cristã. Entretanto, poucos séculos depois, de todas as partes do mundo acorreriam a essa cidade imperadores, reis, príncipes, potentados e, sobre tudo, de fiéis para oscular os pés de uma imagem de bronze desse varão até então desconhecido e quase desprezado pela Roma pagã. Pois fora a ele que o próprio Deus dissera: Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus Sim, era o Apóstolo Pedro que retornava à Capital do Império para ali estabelecer o governo supremo da Santa Igreja. Saudai Prisca e Áquila. Provavelmente o acompanhavam alguns cristãos, entre os quais Áquila e sua esposa Prisca, batizados por ele poucos anos antes. Na Epístola aos Romanos, São Paulo faz a este casal a seguinte referência altamente elogiosa: "Saudai Prisca e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus; pela minha vida eles expuseram as suas cabeças. E isso lhes agradeço, não só eu, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a comunidade que se reúne em sua casa. Assim, Áquila e Prisca tiveram o privilégio incomparável de acolher em seu lar a comunidade cristã. Ali São Pedro pregava, instruía, celebrava a Eucaristia. Dessa modesta casa governava ele a Igreja, por toda parte florescente, apesar dos obstáculos levantados pelos inimigos da Luz.   

Era uma cadeira simples de carvalho.

Tomada de enlevo e veneração pelo Príncipe dos Apóstolos, Prisca reservou para uso exclusivo dele a melhor cadeira da casa. Nela sentava-se o Santo para presidir as reuniões da comunidade.Após a morte do Apóstolo, essa cadeira tornou-se objeto de especial veneração dos cristãos, como preciosa evocação do seu ensinamento. Passaram logo a denominá-la de "cátedra", termo grego que designa a cadeira alta dos professores, símbolo do magistério. 
Era primitivamente uma peça bem simples, de carvalho. No correr do tempo, algumas partes deterioradas foram restauradas ou reforçadas com madeira de acácia. Por fim, foi ornada com alto-relevos de marfim, representando diferentes temas profanos.   

Um altar-relicário 

Há testemunhos e documentos suficientes para acompanhar sua história desde fins do século II até nossos dias. Tertuliano e São Cipriano atestam que em seu tempo, essa cátedra era conservada em Roma como símbolo da Primazia dos Bispos da urbe imperial. Por volta do século IV, colocada no batistério da Basílica de São Pedro, era exposta à veneração dos fiéis nos dias 18 de janeiro e 22 de fevereiro. Durante toda a Idade Média ela foi conservada na Basílica do Vaticano, sendo usada para a entronização do Soberano Pontífice. Em 1657 o Papa Alexandre VII encomendou ao escultor e arquiteto Bernini um monumento para exaltar tão preciosa relíquia. Empenhando todo o seu gênio, construiu ele o magnífico Altar da Cátedra de São Pedro, considerado por muitos sua obra-prima. Nesse altar cheio de simbolismo, o mármore da Aquitânia e o jaspe da Sicília, sobre os quais se apóia o monumento, representam a solidez e a nobreza dos fundamentos da Igreja. As quatro gigantescas estátuas que sustentam a cátedra - representando Santo Ambrósio, Santo Agostinho, Santo Atanásio e São João Crisóstomo, Padres da Igreja Latina e da Grega - recordam a universalidade da Igreja e a coerência entre o ensinamento dos teólogos e a doutrina dos Apóstolos. No centro do altar foi colocada em 1666 a cátedra de bronze dourado dentro da qual se encerra, como num relicário, a bimilenar cadeira de São Pedro.Símbolo da Infalibilidade papal. 
O símbolo da infalibilidade papal nos documentos eclesiásticos, a expressão Cátedra de Pedro tem o mesmo significado de Trono de São Pedro, Sólio Pontifício, Sede Apostólica. Num sentido figurativo, equiparasse ela a Papado e até mesmo a Igreja Católica. Afirmaram os Padres do IV Concílio de Constantinopla. "A religião católica sempre se conservou inviolável na Sé apostólica, nós esperamos conseguir manter-nos unidos a esta Sé Apostólica sobre a qual repousa a verdadeira e perfeita solidez da Religião cristã". Nessa mesma época o Papa São Nicolau I pôde com inteira razão sustentar que "nos concílios não se reconheceu como válido e com força de lei senão aquilo que foi ratificado pela Sede de São Pedro, não tendo sido tomado em consideração aquilo que ela recusou". Em uma de suas cartas, São Bernardo usa a expressão "Santa Sé Apostólica" para se referir à pessoa do Papa e afirma que a infalibilidade é privilégio "da Sé Apostólica". Após a solene definição do dogma da Infalibilidade papal no Concílio Vaticano I, todos os católicos, eclesiásticos ou leigos, são unânimes em proclamar que o Papa é e sempre será isento de erro em matéria de fé e de moral, de acordo com as palavras de Jesus ao Príncipe dos Apóstolos: "Eu roguei por ti a fim de que não desfaleças; e tu, por tua vez, confirma teus irmãos". A Cátedra de Pedro é, o mais eloquente símbolo dessa Infalibilidade, do Papado, da pessoa do Papa e da própria Santa Igreja de Cristo. Mais ainda, pois na Exortação Apostólica Pastores Gregis, Sua Santidade João Paulo II afirma que nela se encontra "o princípio perpétuo e visível, bem como o fundamento da unidade da fé e da comunhão".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Evangelho segundo São Mateus 10, 17-22


Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17

"Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais 

e vos açoitarão nas suas sinagogas".

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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012


SANTO DO DIA: Santo Estevão, diácono e protomártir; Santo Eutímio, 
Bispo e mártir.

Cor litúrgica: Vermelho
Primeira leitura: Atos dos Apóstolos 6,8-10.7,54-59
Leitura dos Atos dos Apóstolos:
8 - Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes
sinais entre o povo.
9 - Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos,
junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram
a discutir com Estêvão.
10 - Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava.
7,54 - Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão.
55 - Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus.
56 - E disse: "Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita
de Deus".
57 - Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão;
58 - Arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.
As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo.
59 - Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: "Senhor Jesus, acolhe
o meu espírito".
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Salmo 31 - Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve. Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me.
R: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

Em vossas mãos, Senhor, entrego meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel. Vosso amor me faz saltar de alegria, pois olhastes para as minhas aflições.
R: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
- Eu entrego em vossas mãos meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão!
R: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 17-22
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Bendito o que vem em nome do Senhor.
Nosso Deus é o Senhor, ele é a nossa luz (Sl 117, 26s)
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos:
17 "Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.
18 - Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações.
19 Quando vos entregarem, não fiqueis preo­cupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer.
20 - Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.
21 - O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão.
22 -Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.
- Palavra da salvação
- Glória a Vós, Senhor.